Novalogi/Blog
Coletores de dados

Coletor de dados para inventário: como escolher sem errar

Escrito pela equipe técnica da Novalogi, a partir do que vemos em campo. O que realmente pesa na escolha de um coletor para contagem de estoque.

Inventário mal contado custa caro de um jeito difícil de enxergar no balanço: pedido colocado em cima de estoque que já existia, venda perdida por ruptura que o sistema não mostrava, bloqueio fiscal no fechamento. Na prática, a raiz costuma ser a mesma. A contagem depende de digitação, de papel ou de um aparelho que não aguenta o turno.

O primeiro corte é a jornada, não o modelo

Antes de comparar processador e memória, responda três perguntas sobre a operação:

  • Quantas horas o aparelho fica na mão do operador? Contagem cíclica de duas horas e inventário geral de turno inteiro pedem baterias diferentes. Bateria removível deixa de ser luxo quando a operação vira 24 horas.
  • Qual a distância de leitura? Etiqueta na mão pede leitor padrão. Etiqueta em porta-palete a oito metros pede leitor long range, senão o operador sobe escada e a contagem para.
  • O operador usa luva? Tela capacitiva com luva grossa é fonte silenciosa de erro de digitação. Teclado físico resolve.

Essas três respostas eliminam a maior parte do catálogo antes de qualquer discussão de preço.

Leitor 1D ou 2D: a decisão que não dá para voltar atrás

O leitor 1D lê código de barras linear, o padrão da etiqueta de produto. O 2D lê também QR Code e DataMatrix, que é o que aparece em rastreabilidade, etiqueta de ativo, nota fiscal e controle de lote.

Na prática, 2D lê tudo que o 1D lê. A diferença de custo hoje é pequena e o risco de escolher 1D é concreto: no dia em que um cliente ou uma norma exigir DataMatrix, o parque inteiro fica obsoleto. Para inventário, recomendamos 2D como padrão.

Autonomia real, não autonomia de catálogo

Bateria de 5000 mAh não significa turno inteiro. O que consome energia em inventário é o conjunto: brilho de tela em armazém escuro, Wi-Fi procurando ponto de acesso em corredor de aço, e o próprio motor de leitura disparando centenas de vezes por hora.

  • Para jornada acima de seis horas de leitura contínua, especifique bateria removível e um jogo reserva por operador. Troca de bateria leva quinze segundos. Carregar o aparelho leva o turno.
  • Dimensione o parque com folga de dez por cento. Aparelho em manutenção não conta estoque.

Integração com WMS, ERP e SAP

Coletor que não conversa com o sistema vira planilha, e planilha vira retrabalho. Os coletores da linha Novalogi rodam Android Enterprise, então a aplicação Android do seu WMS, ERP ou SAP instala direto, sem camada de emulação e sem middleware proprietário.

Para sistemas legados que só falam terminal, a linha suporta emulação de terminal, o que permite trocar o hardware antes de trocar o software. É o caminho que costuma destravar projeto parado esperando a hora certa de migrar o ERP.

Quando o MDM deixa de ser opcional

Com cinco aparelhos, o supervisor atualiza na mão. Com cinquenta, não. A partir de algumas dezenas de unidades, um MDM é o que permite publicar atualização de aplicativo sem chamar cada operador, bloquear o aparelho em modo quiosque para que ele rode só o WMS, localizar e travar aparelho perdido, e manter inventário confiável de quem está com o quê. Todos os modelos da linha saem preparados para Android Enterprise e gestão por MDM.

Como a linha Novalogi se divide

  • N1000 Long Ranger: formato pistola, leitura 1D e 2D a até 12 metros. É o coletor de quem conta porta-palete e doca.
  • N60: scanner profissional, 5G, Wi-Fi 6 e certificação IP65. O indicado quando a contagem ocupa o turno inteiro.
  • N60 Key: mesmo corpo do N60 com teclado físico de 28 teclas iluminadas. Para operação com luva, câmara fria e digitação de quantidade.
  • N66: 5G e tela de 6,5 polegadas, para equipe que também usa o aparelho como ferramenta de consulta.

A visão completa da linha, com os critérios lado a lado, está na página de coletores de dados.

Um erro comum que vale evitar

Comprar pelo menor preço unitário e descobrir depois que o aparelho não tem peça de reposição no Brasil. Coletor é ferramenta de produção: o custo que importa é o de uma semana de inventário parado esperando importação, não a diferença de alguns por cento na nota fiscal. A Novalogi mantém peças em estoque nacional e assistência técnica própria, com envio para todo o Brasil.

Perguntas frequentes

Qual coletor é melhor para inventário geral?

Para inventário que ocupa o turno inteiro, o N60 é o indicado pela autonomia e pela certificação IP65. Se a contagem envolve porta-palete alto, o N1000 Long Ranger evita escada e ganha tempo.

Preciso trocar meu WMS para usar coletor Android?

Não. Se o WMS tem aplicação Android, ela instala direto. Se é um sistema legado em terminal, a linha suporta emulação de terminal, então o hardware pode ser trocado antes do software.

Quantos coletores minha operação precisa?

A conta prática é um aparelho por operador em contagem simultânea, mais dez por cento de folga para manutenção e carga. Em inventário geral o número sobe, porque a contagem é concentrada.

Coletor funciona em câmara fria?

Funciona, com ressalvas. Tela capacitiva com luva perde precisão e bateria perde autonomia no frio. Em câmara fria recomendamos o N60 Key, com teclado físico, e bateria reserva.

A Novalogi atende revenda e integrador?

Sim. Integradores de WMS e revendas de automação têm condições comerciais específicas e apoio técnico na pré-venda. As condições estão na página de revenda.

Ver a linha completa de coletores de dados

© 2026 Novalogi. Todos os direitos reservados.Vila Mariana, São Paulo, SP